04/12/2018 00:00:00

Plantar sementes para que as novas gerações possam colher os frutos

 

Daiana Naiara Rodrigues, do CTG Sentinela da Tradição, de Lucas do Rio Verde, na 3ª Região Tradicionalista, é a 1ª Prenda do MTG do Mato Grosso, Raissa Boeing Hepp, do CTG Querência da Amizade, de Vera, também da 3ª Região Tradicionalista, é a 2ª Prenda e Laysa Ferro Pereira, do CTG Velha Querência, de Cuiabá, na 1ª Região Tradicionalista, é a 3ª Prenda, e juntas, compõem a gestão de Prendas Adultas do biênio 2018/2020. Conversamos um pouco com elas para conhece-las melhor e saber quais são os planos e expectativas para estes dois anos de Gestão.

 

Qual a sua trajetória Tradicionalista e para você o que representa ser Prenda do Mato Grosso?

 

Daiana Naiara Rodrigues: Bom, para mim, antes de qualquer coisa, é uma honra ser Prenda de um Movimento tão lindo quanto o nosso. Eu iniciei minha caminhada tradicionalista aos 7 anos de idade, na invernada artística do Sentinela, e desde então, minha vida está entrelaçada ao tradicionalismo. Com 11 anos de idade eu fui 1ª Prenda Mirim do MTG/MT, na gestão 2008/2010, então saber que agora, dez anos depois, eu sou a 1ª Prenda Adulta do MTG/MT da gestão 2018/2020, é motivo de muita alegria para mim.  Existe um sentimento muito grande dentro de mim, de gratidão a todos que me impulsionaram e me auxiliaram, desde o início, a construir uma caminhada dentro do tradicionalismo, e também um sentimento de satisfação por fazer parte de algo tão magnífico quanto o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Mato Grosso.

Ser Prenda do Mato Grosso pra mim é motivo de muito orgulho, mas também de grande responsabilidade, afinal, nós da gestão de Prendas e Peões somos uma porta de entrada para muitos que não conhecem o tradicionalismo, e é nossa função acolher, e perpetuar nossa cultura através do movimento, e principalmente, das nossas ações e do nosso trabalho.

 

Raissa Boeing Hepp: Minha trajetória como tradicionalista, efetivamente, teve início há pouco tempo, e partiu de um grande desejo de aprender mais sobre tudo que envolve o movimento. Venho de uma pequena cidade, de um CTG sem grandes estruturas e recursos, mas o amor pela tradição que trago no peito é enorme, assim como a vontade de fazer sempre mais em prol da nossa cultura.

Ser prenda do Mato Grosso, em primeiro lugar, é um sonho que há pouco tempo atrás parecia muito distante, mas que hoje, se torna realidade, e junto com essa realidade vem os diversos deveres e responsabilidades que o cargo exige. Significa ser espelho para outras gerações, influenciar e também representar tradicionalistas de um estado inteiro. Além disso, ser prenda é reconhecer que há muito trabalho para ser feito, mas que com toda certeza, será realizado com alegria e satisfação.

 

Laysa Ferro Pereira: Bom... minha trajetória no tradicionalismo começou aos 9 anos de idade, quando entrei pro grupo de danças tradicionais do CTG Velha Querência. Desde então, passei a viver e respirar CTG. Costumo dizer que sou nova na parte cultural do movimento, pois no meu CTG não haviam atividades culturais, apenas danças. Assim, esse ano (2018), demos início às nossas atividades culturais e me consagrei 1ª Prenda do meu CTG, mais adiante me tornei 1ª Prenda da 1ª RT e agora sou 3ª Prenda do Mato Grosso, com muito orgulho por estar representando o estado que eu tanto amo.

Ser Prenda, por si só, já é um grande trabalho, pois nos é exigido muito esforço e dedicação em prol do movimento para que sejamos exemplos a serem seguidos por todos. Estar na “comissão de frente” do meu estado é motivo de muito orgulho e gratificação, eu trabalhei muito pra chegar onde estou, e ter me tornado 3ª Prenda do estado em tão pouco tempo de trabalho me deixa muito feliz.

Eu sou muito nova na tradição e até então não tinha tido contato com toda essa grandeza que é o Movimento Tradicionalista Gaúcho, então não vejo outra palavra pra definir meu sentimento atual que não seja gratidão, sou grata por estar onde estou, sou grata por todos aqueles que me ajudaram a chegar até aqui e sou grata pelo MTG-MT ter me proporcionado conhecer pessoas tão grandiosas como estou conhecendo.

 

Qual será sua filosofia na gestão?

 

Daiana Naiara Rodrigues: O movimento transformou a minha vida, em muitos aspectos. Se eu sou quem eu sou hoje, é graças a várias experiências que o tradicionalismo me proporcionou, desde criança. Minha filosofia de gestão é tentar retribuir, através do meu trabalho e dedicação, tudo que cresci através do MTG, focando no fortalecimento cultural e resgate da juventude, afinal, os jovens e futuras gerações são o futuro do movimento. Amparar aos mais necessitados e incentivar o crescimento solidário dos tradicionalistas também fazem parte dos meus ideais de gestão.

 

Raissa Boeing Hepp: Aproximar e ajudar todas as entidades que estejam precisando de amparo, para que as futuras gerações tenham uma base sólida e consigam viver, de fato, o tradicionalismo.

 

Laysa Ferro Pereira: Essa é com certeza uma ótima pergunta. Minha filosofia de vida é ajudar o próximo, na minha gestão não poderia ser diferente, não só no movimento, mas na vida. Tenho como objetivo realizar muitos projetos sociais e projetos que elevem o tradicionalismo, que mostrem à nossa sociedade o quão grandioso é o movimento e como ele pode ajudar a todos. Acredito que muitos que participam dos CTGs não saibam o que realmente é, nem o que fazem, os MTGs. Dessa forma, fazê-los entender sobre o tradicionalismo e o cultivo dessa tradição fora do Rio Grande do Sul fará com que esses divulguem seu conhecimento para os amigos, e assim sucessivamente, formando uma corrente de tradicionalistas por amor e não só por nascença, deixando o movimento muito maior e mais forte.

 

Qual será sua maior alegria como tradicionalista?

 

Daiana Naiara Rodrigues: Minha alegria como tradicionalista que sou, será ver que conseguimos, através da nossa gestão, plantar sementes que se perpetuem e fortaleçam o movimento no presente e no futuro. Além disso, desempenhar uma boa gestão, trabalhando e auxiliando o movimento em suas demandas, e também, estando à frente do departamento jovem, fortalecendo-o, com certeza, será uma grande alegria para mim, como tradicionalista e como jovem.

 

Raissa Boeing Hepp:  Chegar ao final da minha gestão e ver que alcancei meus objetivos, poder dizer que realizei projetos, fiz e fortaleci amizades, aprendi muitas coisas, conheci diferentes lugares e outras realidades, ajudei e fui importante para o movimento, e ver, num futuro próximo, as sementes agora plantadas gerando frutos. É isso que almejo, e será essa, com certeza, minha maior alegria!

 

Laysa Ferro Pereira: Bom, como Prenda do meu estado e tradicionalista por amor, acredito que minha maior alegria será que o movimento ganhe o espaço que merece. Que seja levado a todos, que as pessoas consigam entender em prol do que lutamos e porquê tanto amamos essa tradição, que é rica em costumes e princípios. Não descansarei até que o Brasil inteiro entenda o quanto princípios são fundamentais para uma boa convivência em sociedade. Estamos vivendo uma era de turbulências, uma sociedade que está sendo corrompida pela ganância e perdendo os princípios essenciais para convívio. É preciso resgatar esses princípios familiares e não vejo forma melhor de fazer isso se não levando nossos princípios tradicionalistas, literalmente espalhando amor. Acredito que dentre tantas essa seria uma grande realização pessoal.